Mãos
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Antes...
As apertava com toda força do amor,
As protegia como que uma fera a seu filhote.
As defendia a dentes, se necessário fosse.
As cuidava para não risca-las nenhum arranhão.
As apoiava quando tristes.
As acariciava como à pluma.
Ontem...
As apertei desesperadamente estimulando a força.
As protegi, apertando-as contra o rosto, desviando-as de minhas lágrimas.
As defendi de mais agulhas.
As cuidei, para que o pulso não as deixassem.
As apoiei, erguendo-as até o peito clamando que não caíssem desfalecidas.
As Acariciei, já sendo um morto veludo.
Agora...
Resta-me a certeza que nossas mãos, donas das mais lindas histórias, não mais precisarão de despedidas, permanecerão eternamente unidas, desde antes, ontem, agora e sempre.
(Juliette Freire)
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