quarta-feira, 18 de agosto de 2010


Hoje o dia não veio, meu Deus o que aconteceu ? O mundo parou ? O tempo parou ?

Não consigo enxergar. Encontro-me desesperada.


Onde está o sol ? Onde está a luz ?


Dizem que por sentir-se só resolveu ir em busca de sua lua morena, sua lua
Eninha.

Ele precisa voltar, ele precisa saber que não se pode ir até lá,

Ele precisa entender que tudo mudou, que desde aquela explosão tudo mudou de lugar.

O
nucleo quebrou, partiu, rachou, desuniu e eu não tive como evitar.
Separados foram os astros, a lua foi para lá o sol para cá.

Eu sei que o mundo já não é belo, que perdeu aquela alegria, aquele esplendor,
mas não podemos deixa-lo, o ciclo não acabou.


Sol... traga seu brilho de volta, sem ele não consigo seguir, venha nos aquecer, venha nos abraçar, venha nos proteger.
Sol... não é tão ruim assim...
Daqui eu enxergo a lua, a nossa lua morena, a nossa lua
Eninha.
Daqui posso contempla-la, posso senti-la...
ela está bem, ela está feliz, ela está em paz, ela está em mim e em ti.


Volta sol... a missão só começou, logo logo isso passa e voltamos a ser um só.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Acordei com uma vontade de escrever...


mas porque escrever ?
para quem escrever ?


Se isso é uma fuga, não está adiantando nada, porque quanto mais afloro meus sentimentos, mais espaço ganham, mais estrago fazem.
Se é pra convencer, piora, odeio demagogia, e no fundo todo texto tem um pouco.


Rapazzz... essa merda me deixa pior.


Para quê preciso escrever se tenho tudo guardado nos livros da minha " biblioteca mental " os pego e choro ao ler, vejo e sorrio ao lembrar, rasgo quando me trazem revolta, faço isso quando bem quiser. Só não consigo joga-los fora, tenho o péssimo hábito de guardar tudo, me dá uma sensação de que um dia vou precisar, nem que seja para mostrar que não uso mais.

É isso aí, escrever é minha lixeira, jogo tudo que me sufoca, não preciso ter, usar ou que já me sobra, e se servir pra alguém que reciclem, e se não, que os deixem. Um dia eu volto e os quero aqui.









Juliette freire

sábado, 24 de outubro de 2009


De todo o amor que eu tenho
Metade foi tu que me deu
Salvando minh`alma da vida
Sorrindo e fazendo o meu eu

Se queres partir ir embora
Me olha da onde estiver
Que eu vou te mostrar que eu to pronta
Me colha madura do pé

Salve, salve essa nega
Que axé ela tem
Te carrego no colo e te dou minha mão
Minha vida depende só do seu encanto
Cila pode ir tranquila
Teu rebanho tá pronto

Teu olho que brilha e não para
Tuas mãos de fazer tudo e até
A vida que chamo de minha
Neguinha, te encontro na fé

Me mostre um caminho agora
Um jeito de estar sem você
O apego não quer ir embora
Diaxo, ele tem que querer

Ó meu pai do céu, limpe tudo aí
Vai chegar a rainha
Precisando dormir
Quando ela chegar
Tu me faça um favor
Dê um banto a ela, que ela me benze aonde eu for

O fardo pesado que levas
Desagua na força que tens
Teu lar é no reino divino
Limpinho cheirando alecrim

domingo, 18 de outubro de 2009




" Meu coração sem direção


Voando só por voar


Sem saber aonde chegar


Sonhando em te encontrar


E as estrelas que hoje eu descobri no seu olhar


As estrelas vão me guiar




Se eu não te amasse tanto assim


Talvez perdesse os sonhos


Dentro de mim


E vivesse na escuridão ..."

quinta-feira, 8 de outubro de 2009






" Como se ela não tivesse suportado sentir o que sentira, desviou subitamente o rosto e olhou uma árvore..."


Enquanto isso eu me distraiu. Ou traiu.
Olhando pro estático, pro vazio, pro seco, pro sem importância, ridículo.
Vivendo o fútil eu continuo..., rindo do sem graça, fingindo de louca enquanto tudo isso passa.
E quando o circo perder a graça e a dor querer seu lugar em destaque, volto correndo pra casa, mas volto limpa, porque não mais precisarei trair meu bom gosto com tanta bobagem.
Ou talvez encontre um novo motivo de diversão.



( Juliette Freire )

segunda-feira, 5 de outubro de 2009



Sorri quando a dor te torturar

E a saudade atormentar

Os teus dias tristonhos vazios



Sorri quando tudo terminar

Quando nada mais restar

Do teu sonho encantador



Sorri quando o sol perder a luz

E sentires uma cruz

Nos teus ombros cansados doridos



Sorri vai mentindo a sua dor

E ao notar que tu sorris

Todo mundo irá supor

Que és feliz





Charles Chaplin