quinta-feira, 30 de julho de 2009


" De tudo que vivi você foi mais
Do que eu imaginei ser capaz "

( Catedral )


Tudo ao nada

Se 17 anos o tempo voltasse, e a mim fosse dado o poder de escolher, abriria mão das coisas que julgo mais preciosas, hoje motivo de tanta dor.
Escolheria não ter visto você nascer, andar, e falar Uette.
Não ter segurado tua mamadeira por horas.
Não ter visto nascer teus dentinhos.
Nem a tua alegria ao ganhar a primeira bicicleta e até aquela boneca sem graça.
Não ter brincado contigo numerosos dias; construído castelos, escalado montanhas (frustantemente descobertas na rua ao lado), planejado fugas pra morar na praia, te balançado na rede, jogado, pulado, cantado ...
Visto aquela princesa virando uma mocinha farta de simpatia, humildade e enorme alegria.
Visto construída uma personalidade admirada por tantos.
Ter ganhado teus melhores abraços, mais belos sorrisos, maiores gargalhadas.
Ouvido todos aqueles sonhos, sonhado junto a ti.

Ter vivido, amado e existido. Hoje não sabendo mais o que é a vida e o amor, nem podendo escolher não existir.

Antes nada tivesse, logo nada perderia.

terça-feira, 28 de julho de 2009


A Tempestade e o Sol



A vida é frágil e viver

é um lindo momento quando se sabe amar

Notar a poesia perdida no tempo

Rebuscar no eterno acreditar

Será que o sonho acabou?

Será que o que somos se foi?

Sei que a tempestade dará seu lugar a um dia de sol...


Tenho certeza que vou te encontrar

Não sei o dia e a hora, mas sei o lugar

Sei que você está bem

Mesmo assim, isso não me impede de chorar


Os nossos momentos, as nossas idéias presentes

em todas as canções

O que nós sentimos, os nossos desejos seguirão

em nossos corações

Você foi tão cedo, a vida é um mistério e ela não diz porque

Mas tua semente hoje está presente e vai florescer


Tenho certeza que vou te encontrar

Não sei o dia e a hora, mas sei o lugar

Sei que você está bem

Mesmo assim, isso não me impede de chorar. ( Catedral )

domingo, 26 de julho de 2009


Ainda posso sentir teu cheirinho, aquele de doce canela.
Teu abraço ainda me esquenta. Ahhh... teu bom abraço.
Tenho a sensação de tocar tua pele quando aperto minhas mãos, macia pele.
Teu sorriso tornou-se imagem fixa no escuro dos meus olhos, tão lindo sorriso.
Tua voz canta em meus ouvidos todas aquelas musicas, gostosa voz.
Teus olhos me trazem a paz não pertencente ao mundo em que entrei, profundos olhos.
Teu amor, imenso amor. Amor, meu amor, nosso amor, eterno amor. Verdadeiro amor.


juliette Freire

Pode ser pior

O fundo do poço não é o fim do poço.
Mesmo quando estamos caindo, seja devagar ou de uma vez, ainda conseguimos pensar, é claro que o medo atrapalha, mas não anula.
Talvez no desespero criamos alguma saída, quem sabe se quando chegarmos lá no "final" não tenha uma passagem secreta onde por ela possamos sair e surpreender aos que nos viram caindo, ou então podemos cair em uma superfície macia, sei lá.
Também pode ser que não exista o fim e fiquemos flutuando, podendo ser até gostoso, uma sensação de paz, não sei.
Existe também a possibilidade de morremos antes do impacto. Sendo até mais fácil, menos doloroso. Tudo torna-se possível, ou não ?
Não importa como entramos em tal poço, se empurrados, por vontade própria ou fatalidades, o que é valido é que mesmo estando nele, ainda pode acontecer muita coisa, e se conseguir sair vão ser muitas as pessoas a esperar ansiosas em admirar-te e acolher-te.
Mas então o fim não existe ? Existirá quando aquele AlGUÉM não estiver ali pra te abraçar.
Esse é o fim.


Juliette Freire

Quebra-cabeças

sábado, 25 de julho de 2009

É época de montar o quebra-cabeça.
Como não percebia o modo que tudo acontecia ao meu redor ?
É época de montar o quebra-cabeça.
Como não dei importância a essa grande conspiração ?
É época de montar o quebra cabeça.
Porque minha sensibilidade tornou-se insensível ?
É época de montar o quebra cabeça.
Porque odiando essa maldita palavra, Porquê, mesmo que ela me faça tão mal, que brinque comigo como que com uma pequena folha ao vento, insisto em usa-la ?
É que estamos em época de metamorfose onde até uma pobre interrogação, após passar por um doloroso processo, acaba esticada, fraca e sem flexibilidade, tornando-se um duvidoso sinal exclamativo
E tudo tenta então ganhar um certo sentido. Os ocorridos tomando a função do ferro sendo atraido por um grande imã, fundindo-se os dois na tentativa de que quando completo possa ser explicação, mas o imã não satisfeito arrasta também minhas forças que antes tinha como sinônimo aquele tal metal.


Juliette Freire

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Depois de um furacão; destroços.
De um trauma; dor.
De uma praga; sofrimento.
De um bom filme; lições...
E depois de você com o que fico ?
Destroços me impedem de caminhar, a dor sufoca, sofrimento corrói, e as lições... para quê lições se em ti estavam meus planos ?

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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Antes que a loucura engula a sensatez , explusarei da mente o que me resta.