sábado, 24 de outubro de 2009


De todo o amor que eu tenho
Metade foi tu que me deu
Salvando minh`alma da vida
Sorrindo e fazendo o meu eu

Se queres partir ir embora
Me olha da onde estiver
Que eu vou te mostrar que eu to pronta
Me colha madura do pé

Salve, salve essa nega
Que axé ela tem
Te carrego no colo e te dou minha mão
Minha vida depende só do seu encanto
Cila pode ir tranquila
Teu rebanho tá pronto

Teu olho que brilha e não para
Tuas mãos de fazer tudo e até
A vida que chamo de minha
Neguinha, te encontro na fé

Me mostre um caminho agora
Um jeito de estar sem você
O apego não quer ir embora
Diaxo, ele tem que querer

Ó meu pai do céu, limpe tudo aí
Vai chegar a rainha
Precisando dormir
Quando ela chegar
Tu me faça um favor
Dê um banto a ela, que ela me benze aonde eu for

O fardo pesado que levas
Desagua na força que tens
Teu lar é no reino divino
Limpinho cheirando alecrim

domingo, 18 de outubro de 2009




" Meu coração sem direção


Voando só por voar


Sem saber aonde chegar


Sonhando em te encontrar


E as estrelas que hoje eu descobri no seu olhar


As estrelas vão me guiar




Se eu não te amasse tanto assim


Talvez perdesse os sonhos


Dentro de mim


E vivesse na escuridão ..."

quinta-feira, 8 de outubro de 2009






" Como se ela não tivesse suportado sentir o que sentira, desviou subitamente o rosto e olhou uma árvore..."


Enquanto isso eu me distraiu. Ou traiu.
Olhando pro estático, pro vazio, pro seco, pro sem importância, ridículo.
Vivendo o fútil eu continuo..., rindo do sem graça, fingindo de louca enquanto tudo isso passa.
E quando o circo perder a graça e a dor querer seu lugar em destaque, volto correndo pra casa, mas volto limpa, porque não mais precisarei trair meu bom gosto com tanta bobagem.
Ou talvez encontre um novo motivo de diversão.



( Juliette Freire )

segunda-feira, 5 de outubro de 2009



Sorri quando a dor te torturar

E a saudade atormentar

Os teus dias tristonhos vazios



Sorri quando tudo terminar

Quando nada mais restar

Do teu sonho encantador



Sorri quando o sol perder a luz

E sentires uma cruz

Nos teus ombros cansados doridos



Sorri vai mentindo a sua dor

E ao notar que tu sorris

Todo mundo irá supor

Que és feliz





Charles Chaplin

Meu Deus, me dê coragem

terça-feira, 22 de setembro de 2009




Meu Deus, me dê a coragem
de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio
como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
o meu pecado de pensar.


( Clarice Lispector )

Sonhos ? cores ?

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Quem nos garante que tudo é só um sonho, ou que os sonhos não são reais.
Antes com um olhar embrulhado em plenitude, a vida me parecia colorida, normal, exacta, racional.
Hoje encontro refugio na noite, nos sonhos que ela me traz, porque logo preciso acordar e viver o pesadelo.
Acordo... Acordei ?
Levanto... levantei ?
As cores do dia sumiram ! Só ficaram o branco, o cinza e o preto, não as quero, nunca as quis. Quero de volta aquele azul infinito, aquele amarelo feliz, o verde esperança, aquele rosa de amor...
A plenitude já não me faz companhia, nada é normal, tudo se confunde.
Ainda não aprendi colorir, estou no prézinho da evolução.
Imploro que chegue a noite, lá as vezes vejo meu azul, meu amarelo, meu verde meu amorENINHA.


E durmo... durmi ?

Texto lido na abertura dos jogos escolares

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Na ocasião de um evento em que se celebra o esporte, como meio para o desenvolvimento da amizade, do companheirismo, do espírito de equipe, da solidariedade, perseverança, humildade, da fé, garra e da vontade de vencer, é com tristeza que sentimos a falta de um dos mais lindos sorrisos desse lugar, sendo impossível não lembrar aquela que possuia todos esses nobres atributos, sendo semelhante a um atleta por seu entusiasmo, e a torçida pelo seu espledor.
Julienne Freire “ Eninha “ como era chamada, transbordava alegria e distribuía sua graça por onde passava.
Como um mascote cativou toda uma torcida. Apelidava a todos carinhosamente, como se faz com os grandes ídolos. Comemorava desmedidamente todas as conquistas e lamentava os tropeços, porém, sempre como um técnico, motivando e ensinando que a simplicidade é a forma mais linda da vitória.
Mas, como no esporte, por vezes nos deparamos com situações difíceis. Julienne nos deixou!
Os grandes atletas são disputados pelos melhores clubes, e eis que Eninha precisou competir nas Olimpíadas Celestiais, pois o capitão maior “Deus “ achou conveniente sua presença, tão animadora, e a convocou para o seu belo time.
Eninha jogou aqui, fez parte do nosso time e nos deixou muitos titulos, eternizados em troféus de amor, carinho, doçura, irreverência, humildade, alegria, amizade... E varios outros, que cada um que de nós poderiamos citar.
Assim como nos brasões de um clube, é estampado uma estrela, a escola prata conta agora com uma, e essa possui um brilho belíssimo, e permanecerá nos iluminando e mostrando que a vida é mesmo um jogo, com muitas batalhas, algumas derrotas, alguns arranhões, mas é preciso joga-lo, não podemos ficar sentados no banco, porque esse time é de fortes.
Assim como foi julienne, que jogou de forma honrrada, conquistou a todos, amou e foi amada, e saiu vitoriosa.
Julienne venceu!!!
E ficaremos com aquele sorriso sendo como um pedaçinho dela em nós, e guardaremos com todo o amor e amizade. Eternamente.


(Arthur Barbosa/ Juliette Freire)

Mãos

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

ANTES, ONTEM, AGORA.


Antes...

As apertava com toda força do amor,
As protegia como que uma fera a seu filhote.
As defendia a dentes, se necessário fosse.
As cuidava para não risca-las nenhum arranhão.
As apoiava quando tristes.
As acariciava como à pluma.

Ontem...

As apertei desesperadamente estimulando a força.
As protegi, apertando-as contra o rosto, desviando-as de minhas lágrimas.
As defendi de mais agulhas.
As cuidei, para que o pulso não as deixassem.
As apoiei, erguendo-as até o peito clamando que não caíssem desfalecidas.
As Acariciei, já sendo um morto veludo.

Agora...

Resta-me a certeza que nossas mãos, donas das mais lindas histórias, não mais precisarão de despedidas, permanecerão eternamente unidas, desde antes, ontem, agora e sempre.



(Juliette Freire)

Nós

terça-feira, 11 de agosto de 2009




A vida é empreguinada por nós

Um nó na garganta que não nos deixa falar,

Um nó no coração que não nos deixa dormir

Um nó de saudade de você em mim

Um nó na barriga quando te vejo,

Um nó nos pensamentos que não me deixa em paz

Um nó, um só, uma de você, um de mim, um nós

A vida é repleta de nós,

Em cada esquina eu vejo você.

Em cada musica te sinto,

Cada vento eu te abraço,

Um nó em nossas mãos

Um nó nas nossas almas,

Um nó nas nossas vidas que não nos deixa separar

E de tanto nó entre eu e você

Acabamos por sermos nós!


Pelo meu amigo Hian Victor.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Minha mente covarde tenta esconder as coisas que me tiram o chão.
Dias começam e terminam e eu com a falsa sensação de que tudo continua igual; no quarto ao lado, passeando... . Consigo sorrir.
Mas ela não é boa mentirosa, os fatos frustram seus planos. E verdade chega. Eu sinto medo da verdade, e nos pequenos instantes com ela, de enlouquecer, de desistir, de viver.
Aprendi a gostar da mentira.




(Juliette Freire)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

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Sobre o turismo eterno.

terça-feira, 4 de agosto de 2009


Eis que disse o poetinha: "que seja eterno enquanto dure". Muito embora diante do contexto romântico em que se manifesta o sábio dizer, aplicável não só a relacionamentos, a duração dos eventos humanos, qual seja a vida o principal deles, não se mede em escalas estabelecidas, que denotam tempo.

Pois que a vida, vista além dos acontecimentos naturais que marcam o seu início e término, é imensurável, e incontabilizáveis são as conseqüências de sorrisos, lágrimas e emoções vividas por seres que habitam essa pequena pensão e logo vão embora, sendo substituídos por novos companheiros que se hospedam diariamente.

Viver não é simplesmente acordar, estudar, trabalhar, dormir para então despertar novamente. Viver é a conseqüência natural de ser espontâneo e original, é algo de que não se pode fugir: quando se nota, todos os hóspedes deixam suar marcas na estalagem.

De modo que, uma vida eterna não é aquela que nunca viu caírem as lágrimas da despedida, mas sim a que se perpetua na lembrança, nas mudanças que trouxe ao mundo.

A vida é muito intensa pra ter fim, e antes que se pense que tudo está acabado, a vida está lá, fazendo turismo por tantas hospedagens, do lado de fora da que estamos, que jamais, de dentro dos nossos quartos, poderemos ver...

E assim, depois de distribuirmos nossos sorrisos e alegrias por essa estalagem, logo iremos deixá-la, a fim de explorar a imensidão que foi construída para nós.


Por Arthur Barbosa

O ultimo post dela

" Sorrir
01/09/08
Enquanto você me fizer sorrireu vou estar bem aqui."
- Te darei mil motivos pra sorrir!

quinta-feira, 30 de julho de 2009


" De tudo que vivi você foi mais
Do que eu imaginei ser capaz "

( Catedral )


Tudo ao nada

Se 17 anos o tempo voltasse, e a mim fosse dado o poder de escolher, abriria mão das coisas que julgo mais preciosas, hoje motivo de tanta dor.
Escolheria não ter visto você nascer, andar, e falar Uette.
Não ter segurado tua mamadeira por horas.
Não ter visto nascer teus dentinhos.
Nem a tua alegria ao ganhar a primeira bicicleta e até aquela boneca sem graça.
Não ter brincado contigo numerosos dias; construído castelos, escalado montanhas (frustantemente descobertas na rua ao lado), planejado fugas pra morar na praia, te balançado na rede, jogado, pulado, cantado ...
Visto aquela princesa virando uma mocinha farta de simpatia, humildade e enorme alegria.
Visto construída uma personalidade admirada por tantos.
Ter ganhado teus melhores abraços, mais belos sorrisos, maiores gargalhadas.
Ouvido todos aqueles sonhos, sonhado junto a ti.

Ter vivido, amado e existido. Hoje não sabendo mais o que é a vida e o amor, nem podendo escolher não existir.

Antes nada tivesse, logo nada perderia.

terça-feira, 28 de julho de 2009


A Tempestade e o Sol



A vida é frágil e viver

é um lindo momento quando se sabe amar

Notar a poesia perdida no tempo

Rebuscar no eterno acreditar

Será que o sonho acabou?

Será que o que somos se foi?

Sei que a tempestade dará seu lugar a um dia de sol...


Tenho certeza que vou te encontrar

Não sei o dia e a hora, mas sei o lugar

Sei que você está bem

Mesmo assim, isso não me impede de chorar


Os nossos momentos, as nossas idéias presentes

em todas as canções

O que nós sentimos, os nossos desejos seguirão

em nossos corações

Você foi tão cedo, a vida é um mistério e ela não diz porque

Mas tua semente hoje está presente e vai florescer


Tenho certeza que vou te encontrar

Não sei o dia e a hora, mas sei o lugar

Sei que você está bem

Mesmo assim, isso não me impede de chorar. ( Catedral )

domingo, 26 de julho de 2009


Ainda posso sentir teu cheirinho, aquele de doce canela.
Teu abraço ainda me esquenta. Ahhh... teu bom abraço.
Tenho a sensação de tocar tua pele quando aperto minhas mãos, macia pele.
Teu sorriso tornou-se imagem fixa no escuro dos meus olhos, tão lindo sorriso.
Tua voz canta em meus ouvidos todas aquelas musicas, gostosa voz.
Teus olhos me trazem a paz não pertencente ao mundo em que entrei, profundos olhos.
Teu amor, imenso amor. Amor, meu amor, nosso amor, eterno amor. Verdadeiro amor.


juliette Freire

Pode ser pior

O fundo do poço não é o fim do poço.
Mesmo quando estamos caindo, seja devagar ou de uma vez, ainda conseguimos pensar, é claro que o medo atrapalha, mas não anula.
Talvez no desespero criamos alguma saída, quem sabe se quando chegarmos lá no "final" não tenha uma passagem secreta onde por ela possamos sair e surpreender aos que nos viram caindo, ou então podemos cair em uma superfície macia, sei lá.
Também pode ser que não exista o fim e fiquemos flutuando, podendo ser até gostoso, uma sensação de paz, não sei.
Existe também a possibilidade de morremos antes do impacto. Sendo até mais fácil, menos doloroso. Tudo torna-se possível, ou não ?
Não importa como entramos em tal poço, se empurrados, por vontade própria ou fatalidades, o que é valido é que mesmo estando nele, ainda pode acontecer muita coisa, e se conseguir sair vão ser muitas as pessoas a esperar ansiosas em admirar-te e acolher-te.
Mas então o fim não existe ? Existirá quando aquele AlGUÉM não estiver ali pra te abraçar.
Esse é o fim.


Juliette Freire

Quebra-cabeças

sábado, 25 de julho de 2009

É época de montar o quebra-cabeça.
Como não percebia o modo que tudo acontecia ao meu redor ?
É época de montar o quebra-cabeça.
Como não dei importância a essa grande conspiração ?
É época de montar o quebra cabeça.
Porque minha sensibilidade tornou-se insensível ?
É época de montar o quebra cabeça.
Porque odiando essa maldita palavra, Porquê, mesmo que ela me faça tão mal, que brinque comigo como que com uma pequena folha ao vento, insisto em usa-la ?
É que estamos em época de metamorfose onde até uma pobre interrogação, após passar por um doloroso processo, acaba esticada, fraca e sem flexibilidade, tornando-se um duvidoso sinal exclamativo
E tudo tenta então ganhar um certo sentido. Os ocorridos tomando a função do ferro sendo atraido por um grande imã, fundindo-se os dois na tentativa de que quando completo possa ser explicação, mas o imã não satisfeito arrasta também minhas forças que antes tinha como sinônimo aquele tal metal.


Juliette Freire

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Depois de um furacão; destroços.
De um trauma; dor.
De uma praga; sofrimento.
De um bom filme; lições...
E depois de você com o que fico ?
Destroços me impedem de caminhar, a dor sufoca, sofrimento corrói, e as lições... para quê lições se em ti estavam meus planos ?

Inicio

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Antes que a loucura engula a sensatez , explusarei da mente o que me resta.